
14 January 2026
Este projeto é um estudo filosófico e artístico do fenómeno dos "nós fantasmas" — objetos e sujeitos invisíveis, mas influentes, no sistema global contemporâneo. As descrições contidas neste estudo são metafóricas e alegóricas, visando desvendar problemas sistémicos, regimes e influências civilizacionais. Não se tratam de uma investigação jornalística ou de acusações legais, mas sim de uma reflexão artística sobre a realidade.
Nomes incluídos porque constam em fontes internacionais abertas.
A presente criação é protegida e insuscetível de qualquer utilização por terceiros para fins de apoio, propaganda ou legitimação de regimes criminosos, Estados terroristas e organizações que operam na sombra. A utilização de dados ou resultados da análise deste projeto, seja de forma parcial ou integral, é expressamente proibida se o objetivo for apoiar ou dissimular a sua atividade criminosa.
O projeto pode ser livremente utilizado por pessoas e organizações que combatem o mal, a corrupção e a agressão.
Regime: Colonialismo 2.0 / Concessão Estatal Total
🕳️ Nó Fantasma Libertado 118: República Centro-Africana. Laboratório da Concessão Total de Soberania
Quando um Estado deixa de ser um sujeito e passa a ser um ativo.
Quem é?
A República Centro-Africana (RCA) tornou-se um caso-limite de captura estatal. Formalmente um país soberano e membro da ONU, na prática funciona como um território concessionado, onde os principais poderes foram transferidos para uma estrutura militar e de inteligência estrangeira. O Estado deixou de agir como sujeito político e passou a operar como fachada administrativa.
Tipo de nó:
Estrutural · Político · Militar · Financeiro
Status:
Estado-fantoche sob controlo externo
Forma de controlo:
Concessões totais, tutela militar, captura fiscal e aduaneira, vigilância digital
Imagem do fantasma:
Uma coroa mecânica sobre um tronco recém-cortado, ligada por correntes a câmaras e engrenagens.
O que resta no lugar do fantasma:
Contratos, concessões, medo institucionalizado e um território exaurido.
Núcleo do nó:
O que o sustentava?
– Dependência total do regime presidencial em relação à proteção externa
– Controlo direto dos recursos naturais (diamantes, ouro, madeira)
– Exclusão de mecanismos internacionais de supervisão
Como se tornou um fantasma?
Quando as funções soberanas foram delegadas a “consultores” estrangeiros e forças armadas privadas, o Estado perdeu substância e tornou-se um símbolo vazio.
Porque o fantasma ainda existe?
Porque oferece um modelo “funcional” de poder absoluto a outros regimes frágeis, protegido por opacidade e medo.
Estado do fantasma:
Ativo, estabilizado pela força, institucionalmente vazio
Após o regime:
– Exposição internacional dos contratos de concessão
– Auditorias independentes às receitas de recursos
– Criminalização da captura estatal
– Restituição gradual de soberania institucional
– Julgamento de redes de exploração transnacional
Reação coletiva:
Um Estado não é um franchising.
A soberania não é para ser arrendada.
Nenhum país é o plano de negócios de alguém.
Princípio-chave:
Quando o poder funciona como uma máquina de extração, um país torna-se matéria-prima.
Alt-text:
Cena a grafite: uma coroa com engrenagens e câmaras de vigilância está sobre o cepo de uma árvore tropical acabada de cortar, da qual escorre resina escura. Ao fundo, um palácio transforma-se numa fábrica com chaminés a emitir fumo em forma de símbolos de poder e dinheiro.
#NosFantasmaLibertados #DesmascarandoOFantasma #DesignPolitico #PivtorakStudio #MemoryOn #RepublicaCentroAfricana #Colonialismo20 #EstadoConcessao #Soberania #DireitosHumanos
Desmascarando o Fantasma. Pivtorak.Studio. 14.01.2026
🛡️ Este projeto é uma investigação artístico-filosófica.
Todas as representações são alegóricas; o material não afirma factos sobre indivíduos privados sem provas verificadas.
Os nomes surgem por constarem em fontes internacionais abertas.
🫧 Dossier do Nó Fantasma 118: RCA — O Laboratório de Concessão Estatal Total.
Aspetos-Chave do Fantasma:
"O Estado-Franquia". O Nó 118 representa a forma extrema do Colonialismo 2.0. Aqui, a fantasmagoria atingiu o seu auge: a bandeira, o hino e o presidente são apenas uma fachada decorativa para a gestão do GRU. O país foi transformado num ciclo de negócios fechado, onde a população local é tratada apenas como mão-de-obra barata para as concessões.
Regimes:
🏛️ Regime de Outsourcing Governamental: Delegação de funções ministeriais a conselheiros estrangeiros ("colarinhos brancos" do GRU) que redigem leis de acordo com os seus próprios interesses comerciais.
💎 Regime de Exclusividade de Diamantes: Substituição total dos sistemas de controlo internacionais (Processo de Kimberley) por um controlo militar direto sobre os distritos mineiros.
🛡️ Regime de Patrocínio Absoluto: Garantia da segurança pessoal do Presidente Touadéra em troca de 100% de lealdade e da assinatura de quaisquer acordos de concessão.
Ferramentas:
📊 Controlo Sombrio do Tesouro: Colocação de especialistas russos em funções de consultoria nos serviços aduaneiros e fiscais para intercetar diretamente os fluxos de receita.
🪵 Monopólios de Exportação (Bois Rouge, etc.): Empresas-fantasma que detêm direitos de monopólio para exportar madeira tropical e minerais.
📵 Cúpula de Informação: Bloqueio total dos media ocidentais e ONG, substituídos por uma rede de "estações de rádio de propaganda" que emitem narrativas do Kremlin em Sango.
Influências Civilizacionais:
📉 Morte da Soberania: Estabelecimento de um precedente onde um Estado membro da ONU se torna, efetivamente, propriedade privada de uma estrutura militar estrangeira.
📈 Exportação do "Modelo RCA": Utilização da experiência de Bangui como um "caso de sucesso" para tentar outros ditadores africanos.
⚠️ Raio de Terror Regional: Utilização do território da RCA como base para desestabilizar os vizinhos Chade e RD Congo.
Disseção de um Nó Fantasma. Pivtorak.Studio. 14.01.2026
🛡️ Este projecto é uma investigação artística e filosófica. As representações são alegóricas e não imputam factos a pessoas privadas sem provas.
Nomes incluídos porque constam em fontes internacionais abertas.
