
22 December 2025
Este projeto é um estudo filosófico e artístico do fenómeno dos "nós fantasmas" — objetos e sujeitos invisíveis, mas influentes, no sistema global contemporâneo. As descrições contidas neste estudo são metafóricas e alegóricas, visando desvendar problemas sistémicos, regimes e influências civilizacionais. Não se tratam de uma investigação jornalística ou de acusações legais, mas sim de uma reflexão artística sobre a realidade.
Nomes incluídos porque constam em fontes internacionais abertas.
A presente criação é protegida e insuscetível de qualquer utilização por terceiros para fins de apoio, propaganda ou legitimação de regimes criminosos, Estados terroristas e organizações que operam na sombra. A utilização de dados ou resultados da análise deste projeto, seja de forma parcial ou integral, é expressamente proibida se o objetivo for apoiar ou dissimular a sua atividade criminosa.
O projeto pode ser livremente utilizado por pessoas e organizações que combatem o mal, a corrupção e a agressão.
Modo: Invisibilidade Corporativa e Nevoeiro Jurídico
🕳️ Nó Fantasma Liberado 95: Zona Franca de Ras Al Khaimah (RAK FTZ). O Registo das Sombras
Um incubador de sombras. Um lugar onde os nomes se transformam em pó de papel.
Quem é?
A Zona Franca de Ras Al Khaimah (RAK FTZ), atualmente integrada na RAKEZ, é uma zona económica especial nos EAU que se tornou um mecanismo-chave para a criação em massa de empresas-fantasma. É sistematicamente utilizada para ocultar os beneficiários efetivos finais, incluindo indivíduos ligados a regimes sob sanções. Aqui, a responsabilidade real dissolve-se em labirintos jurídicos.
Tipo de nó:
Infraestrutura financeira e jurídica
Estatuto:
Fora do alcance do controlo internacional efetivo
Forma de controlo:
Regimes offshore, serviços nominais, registo em linha de montagem
Imagem do fantasma:
Um arquivo infinito de matrioskas, onde cada camada esconde a seguinte
O que resta após o fantasma:
Vazio, nevoeiro, um carimbo sem nome
Núcleo do nó:
O que o sustentou?
A ausência de registos públicos de beneficiários efetivos (UBO), proteção política, procedimentos de constituição simplificados e a fragmentação da supervisão regulatória internacional.
Como se tornou um fantasma?
Quando a entidade jurídica se separou completamente da responsabilidade física, a zona transformou-se de um serviço num símbolo de capital anónimo.
Porque é que o fantasma ainda existe?
Porque o sistema financeiro global continua a tolerar “zonas cegas” em nome da velocidade e do lucro.
Estado do fantasma:
Ativo, multiplicado, institucionalmente protegido
Após o regime:
Revelação de estruturas corporativas em múltiplas camadas
Desmantelamento de empresas-fantasma e esquemas de fachada
Investigações internacionais e processos judiciais
Restauro dos padrões globais de transparência financeira
Limpeza dos registos globais de propriedade
Reação coletiva:
Já não aceitamos o anonimato como norma.
Sem nomes, não há responsabilidade.
Sem responsabilidade, não há paz.
Princípio-chave:
O capital anónimo procura sempre o nevoeiro.
A revelação começa por nomear o lugar.
Alt-text:
Ilustração a grafite de um arquivo infinito com matrioskas sem rosto, simbolizando camadas de propriedade corporativa. O chão está oculto por nevoeiro, enquanto uma prensa imprime documentos sem nomes — metáfora do nevoeiro jurídico da RAK FTZ.
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Desmascarando o Fantasma. Pivtorak.Studio. 22.12.2025
🛡️ Este projeto é uma exploração artística e filosófica.
Todas as representações são alegóricas; o material não afirma factos sobre indivíduos privados específicos sem provas verificadas adicionais.
Os nomes e estruturas são mencionados por constarem em fontes internacionais abertas.
🫧 Dossier do Nó Fantasma 95: Ras Al Khaimah Free Zone (RAK FTZ). O Regime de "Invisibilidade Corporativa e Nevoeiro Jurídico".
Aspetos-Chave do Fantasma:
"O Buraco Negro dos Beneficiários". A RAK FTZ (agora parte da RAKEZ) serve como o santuário final para a criação de "matrioskas" corporativas complexas. A função central deste nó é quebrar o vínculo entre o dinheiro ensanguentado da Rússia e os seus proprietários finais. É um "escudo invisível" jurídico que permite a indivíduos sancionados deter ativos globais permanecendo fora dos radares dos investigadores internacionais.
Regimes:
🌫️ Regime de Nevoeiro Jurídico: Criação de condições onde a identificação do Beneficiário Efetivo Final (UBO) é virtualmente impossível para reguladores estrangeiros.
🛡️ Regime de Inviolabilidade Offshore: Proteção política e jurídica a empresas usadas para evasão de sanções e branqueamento de capitais.
📜 Regime de Autómato de Registo: Procedimentos simplificados para a produção em massa de "empresas de fachada" sem substância económica real.
🕵️ Regime de Vácuo de Identidade: Ausência de registos públicos, transformando a zona num cofre cuja chave é guardada apenas por elites locais e agentes de influência.
Ferramentas:
📦 Empresas de Fachada (Shell Companies): Entidades sem funcionários ou escritórios físicos, desenhadas apenas para o trânsito de capital.
👥 Serviços Nominais: Uso de "testas-de-ferro" ou diretores profissionais como a face formal do negócio.
🏢 Escritórios Virtuais: Um único endereço legal para centenas de empresas russas para simular atividade internacional.
🕸️ Propriedade em Camadas: Cadeias de propriedade que cruzam várias jurisdições, com RAK a atuar como o ponto cego crucial.
Influências Civilizacionais:
📉 Morte da Responsabilidade Financeira: Destruição dos padrões globais de transparência através de zonas de sigilo parasitárias.
☣️ Institucionalização da Evasão de Sanções: Transformação da política de estado em serviço de assistência ao agressor.
🌍 Infeção Corruptiva Global: Propagação da cultura do capitalismo anónimo, minando a confiança no sistema financeiro internacional.
🩸 Financiamento indireto da guerra: Fornecendo os mecanismos através dos quais a riqueza da elite russa continua a sustentar a máquina militar.
Disseção de um Nó Fantasma. Pivtorak.Studio. 22.12.2025
🛡️ Este projecto é uma investigação artística e filosófica. As representações são alegóricas e não imputam factos a pessoas privadas sem provas.
Nomes incluídos porque constam em fontes internacionais abertas.
